
Como já disse, “U2 3D” começou com “Vertigo”, o que foi uma óptima escolha e deu perfeitamente para reconhecer toda os efeitos digitais que podiam impressionar o espectador. Na primeira meia hora fiquei bastante surpreendido com a tecnologia mas, quando me habituei, pude concentrar-me mais nas músicas que foram tocadas e devo dizer que achei algumas um pouco irritantes e foram desnecessariamente colocadas como, por exemplo “The Fly” ou “Pride”… não sei é mesmo por não apreciar maioriotariamente tanto as versões “live” às do estúdio ou se, realmente, estavam fracamente tocadas, porque a única coisa que me vinha aos pensamentos era que mal podia esperar pela próxima música.Gostei da “Love and Peace or Else” e a “Sunday Bloody Sunday”, apesar de não inspirar tanta força e sentimento como a original, fez-me recordar o meu ano passado, com alguma nostalgia. Retomando, as outras melodias não me atraem e podiam ser facilmente substituidas com êxitos como “Elevation” ou “City Of Blinding Lights”, que são agradáveis e fazem-me vibrar!
Ainda assim, e apesar disto e alguns planos que podiam ser cortados, agradou-me todo o espectáculo, pesar de não ser apologista de ter em cartaz concertos musicais. Para isso, na minha opinião, criavam-se espaços próprios, não misturando com filmes de ficção e documentários (sublinho também o sentido da palavra “documentário”, género que surge, do nada, no IMDB) para quem não queria ou podia ver a banda preferida ao vivo. A recta final foi bastante boa, com a passagem da declaração universal dos direitos do Homem, e com as palavras a sairem do grande ecrã.
Passei, no final de tudo e fazendo o balanço, um óptimo serão ao lado dos meus melhores amigos, apesar de algumas performances pudessem estar melhor, algumas músicas pudessem ser substituidas, e alguns planos pudessem ser reconsiderados. Repito: apesar de ter gostado de “U2 3D”, nada de concertos nas salas de cinema!
Nota: 8/10
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