terça-feira, fevereiro 16, 2010

E porque ninguém leva a mal...

Lançado, a preço mínimo, na passada sexta-feira com o jornal Público, “O Meu Tio”, de Jacques Tati, não podia ser visto em melhor altura como esta, a do Carnaval. Requintadamente escrito, planeado e coreografado (o que é poupado em diálogos é enriquecido por concretas acções), trazendo-nos uma moderna e ainda actual crítica ao mundo tecnológico, e bem interpretado, este filme emana toda uma nostálgica magia, despreocupação e encanto pela vida como naturalmente ela é. É um recordar à inocência e às brincadeiras repreendidas de criança, uma homenagem aos inadaptados às actuais “modernices”, aos que anseiam a completude na pura simplicidade. Divertido e, sobretudo, verdadeiro, “O Meu Tio” é um título sem dúvida a memorizar, a ver e a rever. A todos os leitores desejo, pois, um bom dia de Carnaval.

6 comentários:

  1. Também o comprei, mas nunca o vi. Uma oportunidade excelente de o ficar a conhecer.

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  2. Victor, como te disse, sei bem que é dos teu preferidos - e consigo, penso, entender o porquê. Muito bom mesmo!

    Tiago, quando o vires, avisa :) Vais gostar muito.

    Kaplan, que queres dizer com isso? Podes explicar-te melhor?

    Abraços!

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  3. São mais "velhos" alguns filmes de hoje ou com 5, 10 anos, do que a modernidade patenteada em "O Meu Tio" e toda a restante obra do cineasta francês.
    Toda a "mensagem" sobre a relação entre a tecnologia e o homem contida no filme continua actual, e o lado estético e cinematográfico idem com aspas.

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  4. Já vi o filme e gostei bastante! Um clássico. Faz tanto sentido, ainda hoje. Se calhar ainda faz mais sentido hoje.

    Cumps.
    Roberto Simões
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