terça-feira, agosto 28, 2007

:“Vincent”, de Tim Burton


Nesta fantástica curta-metragem de 1982 que o Miufa me deu a conhecer, vemos a história de Vincent Malloy, um rapaz que, apesar de se mostrar agradável, esconde um enorme desejo de ser Vincent Price, o actor de filmes de terror. (For a boy his age he’s considerate and nice, But he wants to be just like Vincent Price.) Sonha com o momento em que os seus tenebrosos anseios se realizem. (There he could reflect on the horrors he’s invented, And wander dark hallways alone and tormented.) Com um argumento escrito de uma forma poética, o final reflecte a personalidade da personagem, que lê Edgar Allan Poe, citando “O Corvo”. (“And my soul from out that shadow floating on the floor, Shall be lifted – Nevermore!”) O melodrama com que o próprio Vincent Price narra a curta-metragem é, a meu ver, genial, transpondo cada sentimento para o espectador. (The room started to sway, to shiver and creak. His horrid insanity had reached its peak.) Tim Burton, de filmes como “Eduardo Mãos de Tesoura”, ou “A Noiva Cadáver”, fez novamente um sublime trabalho, com “Vincent”, que merece ser revisto vezes sem conta.

quinta-feira, agosto 02, 2007

:The Simpsons Movie (2007) - Crítica

Não imaginam a minha aflição quando soube que, como tinha faltado ao encontro de fim-de-semana dos meus amigos por estar em Viseu, eles tinham ido ver o filme dos “Simpsons”. Eles que confirmem: mal soube, berrei a valer com eles, disse coisas que não devia, quase não me pus a chorar. E tudo por causa do filme. No entanto, para me compensar, a Sandra aceitou ir comigo ver o filme ontem, para meu contentamento. Como devem saber, a Sandra é uma das minhas melhores amigas e falar com ela é um grande prazer, sobretudo quando nos encontrarmos. Fez o favor de ir ver o filme pela segunda vez, no caso dela, e não podia ficar mais contente. Sou, se calhar, um dos maiores fãs dos Simpsons que por aí anda, e já devem imaginar a minha ansiedade para ir ver o filme.
Quando entrei na sala, o filme já estava a começar, a sala estava cheia e fui obrigado a ir para as filas da frente, o que não estragou muito. A emoção para ver era maior.
Ri-me todos os minutos: mesmo quando não havia piada na cena ria-me da cara da personagem, o que incomodou algumas pessoas quando estávamos a meio de uma cena emocionante com a Marge. No filme, haviam quatro cenas que envolvia o tema gay, e as pessoas podiam-me ouvir rir alto quando elas vinham à baila. Houve inclusive uma cena que era de dois polícias que se punham a beijar, que a Sandra virou-se para mim e disse “quando vi os polícias lembrei-me logo de ti, na primeira vez que vi o filme”. Não incomodou em nada a afirmação dela, a cena estava engraçada demais. Ri-me dos Green Day com a sua cena alusiva ao filme “Titanic”, Bart nu, do Flanders, do Nelson (“Ah, ah”), do Porco-Aranha (só de escrever, rio-me), de todos. Mas principalmente, do Homer. Quer ele falasse ou não, quer ele fizesse alguma asneira ou não, lá estava eu a rir-me dele.
A história está muito apelativa, a música está fantástica (admiro bastante o Hans Zimmer, por compor principalmente a linda banda-sonora d’ “O Amor Não Tira Férias”), as personagens estão bem conseguidas, e as piadas, inesquecíveis.
Não posso dar maior conselho, saiam de casa e vão ver este filme enquanto têm tempo.

Aspectos positivos: Para não dizer tudo… realização, argumento, personagens, música, imagem.
Aspectos negativos: O filme podia ser maior…

Nota: 9/10