quinta-feira, novembro 05, 2009

:Frank Sinatra a triplicar




Qual das seguintes três celebridades, que pelo papel disputam, escolheriam para encarnar o mítico ícone da História da música, no próximo biopic de Martin Scorsese (realizador que, como é sabido, está a merecer um especial este mês de Novembro aqui, no CINEROAD, Split Screen e no Cinema is my Life): Leonardo DiCaprio, George Clooney ou Johnny Depp? Personalidades díspares que também se contrapõem pelo talento diante da câmara. Mas para se ser Frank Sinatra não há só que ser bom - há que ser perfeito.


quarta-feira, novembro 04, 2009

:Há que repetir?


Quando se equivale um referendo a um instrumento máximo da democracia, então penso que entramos no domínio do absurdo, e por duas simples razões. Por se ter conhecimento a priori de qual seria o resultado deste, e porque um referendo desta natureza é antidemocrático (já que implica a sublevação e tirania da maioria que se caracteriza ainda, infelizmente, pela sua irreflexão, ignorância e egocentrismo). Os Direitos Humanos não são, simplesmente, discutíveis - são algo, à partida, deveriam nascer com todos os presentes e futuros cidadãos. A sondagem do lado foi retirada do online jornal Público (a qual poderão votar clicando aqui), surgindo num contexto em que o Partido Socialista, pondo de parte a hipótese de deixar que a população portuguesa tenha a última palavra, apresentará, em breve, uma proposta de legalização dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo (pondo, contraditoriamente, de parte a adopção, o que bastante me indigna - não é este o mesmo partido que se propôs a remover quaisquer discriminações baseadas na orientação sexual?), e num contexto em que associações familiares, feministas e religiosas lutam para referendar esta matéria (elas só querem impedir que se torne uma realidade, nada mais).

terça-feira, novembro 03, 2009

:Novembro & Martin Scorsese




É o grande injustiçado da Academia, tal como era chamado antes de vingar um Óscar para melhor realizador com o aclamado The Departed - Entre Inimigos. Falo, pois, de cineasta norte-americano Martin Scorsese que eu e os habituais CINEROAD e Split Screen (convidado especial: Cinema is my Life) faremos neste outonal mês de Novembro. Não conheço muito dele, mas mal posso esperar para o fazer - desta forma, esperem críticas, artigos e homenagens diversas. Bom mês de Novembro para todos!


:Outubro & Lars Von Trier: quadro-síntese



(Clicar na imagem para aumentar)

segunda-feira, novembro 02, 2009

:Grandes Momentos #2



A cena que hoje, esta marcante segunda-feira, vos indico provém do (re)conhecido musical Tarzan, provavelmente o último grande clássico animado tradicionalmente da Disney. Nesta sequência, uma Jane muito british consegue irritar os animais, sendo salva por Tarzan, conhecendo-o momentos a seguir. É por demais interessante os vários detalhes que, coadunados, nos trazem um momento de grande riqueza visual e narrativa - a personalidade forte e inflexível de Jane (que se encontra, apesar da sua auto-determinação, em constante diálogo interior) que leva, como consequência feliz, a falas rápidas e hilariantes por parte da personagem; o confronto do homem "civilizado" com a selva e o desconhecido; o interesse do homem-macaco em salvar, por curiosidade, um semelhante - e aquilo que começa a ser a aculturação irreversível, depois de um contacto mais próximo. A união das mãos que se apresenta como o último quadro simbólico (e muito romântico) do vídeo, vem a demonstrar as desigualdades latentes no nosso meio social e relacional que nos tornam, acima de qualquer outra coisa, tão iguais. Tal evidencia, por conseguinte, a necessária aceitação dessas diferenças, sejam estas de que ordem for - os meus sinceros parabéns àqueles que conseguem fazê-lo!

domingo, novembro 01, 2009

:Au revoir les enfants



Vários são os excelentes filmes tentam retratar o holocausto nazi, pela via da ficção ou do documentário, do drama e da comédia, da homenagem das vítimas e dos que dele sobreviveram ou passaram ao lado. Au revoir les enfants, vencedor do Leão de Ouro em 1987, assume-se, contudo, como um atípico e belíssimo filme que nos perspectiva no quotidiano de um colégio católico para rapazes provenientes de famílias ricas francesas, em 1944, numa época em que França se encontrava ocupada pelos soldados alemães. No seio da inocência e das brincadeiras, por onde passa despercebida todo o preconceito, vemos nascer, progressivamente, uma amizade entre o protagonista, interpretado por Gaspard Manesse, e uma criança judia, encarnada por Raphael Fejto, refugiada no internato de forma a escapar à perseguição nazi. Unidos pela literatura e pelas vitórias pessoais que juntos vão atingindo, e sob a iminência de uma tragédia desconhecida, os dois ultrapassam todas as barreiras ideológicas e culturais que se lhes põem defronte. Louis Malle escreve e realiza, desta forma, uma obra-prima quase autobiográfica que, paulatinamente, demonstra uma sensibilidade e humanidade dolorosamente comoventes, que dificilmente serão apagadas da nossa memória.
9/10