quarta-feira, julho 22, 2009

:Festival Marés Vivas '09

 Nos passados dias 16, 17 e 18 deste mês realizou-se, em Gaia, o festival de música Marés Vivas, que reuniu bandas como os Scorpions, os Keane, os Kaiser Chiefs e os Guano Apes, assim como cantores como Jason Mraz, Colbie Colbat (que nos presenteram um dueto-surpresa muito agradável) e Gabriela Cilmi. Só fui, infelizmente, nos últimos dois dias, mas digo-vos, com certeza, que os Scorpions e, sobretudo, os Keane foram os que mais me impressionaram. Deixo-vos um vídeo que tirei do Youtube das últimas música que estes tocaram, a Bedshaped, que é, curiosamente, a minha preferida da banda inglesa. Vejam, vale mesmo a pena! Também deixo um agradecimento especial à Elsa e à Sandra, por razões que elas bem saberão :P

:4ª Marcha LGBT - Porto

 
  
 
 
 
 (as últimas duas imagens foram retiradas e podem ser vistas aqui)
Aproximadamente mil pessoas - homens, mulheres, hetero/homo/bissexuais e trangéneros, adultos, adolescentes e até mesmo crianças - segundo as autoridades policiais, fizeram ouvir a sua voz entre diversas faixas que reclamavam a igualdade de direitos entre a minoria que é a comunidade LGBT, a saber, o direito ao casamento civil  e à adopção entre casais do mesmo sexo, assim como o fim da discriminação a pessoas de identidades  de género diferentes. Provavelmente, e caso estejam a par do assunto, se a 4º (e até agora, a maior) marcha LGBT se realizasse agora, no Porto, os assuntos a protestar seriam certamente de outra ordem. Uns mascarados, outros não; uns com placas a dizerem tu não sabes, mas sou o teu médico / mas sou mãe de um homossexual / mas sou tua irmã / mas gosto de cães, etc, outros não. Todos gritavam, aos curiosos que se mantinham no passeio de São Cristóvão, Santa Catarina, Passos Manuel  ou da Avenida dos Aliados,  "não à ditadura da heterocultura", "casar ou não, é nossa decisão", "homem ou mulher, eu amo quem quiser", "direitos inteirinhos, não aos bocadinhos", "Portugal precário, sai do armário", "LGBT, não finja que não vê", com uma certa musicalidade e alegria nestes apelos, por saberem fazer parte de um movimento social colectivo. O manifesto deste ano, o qual pode ser visto aqui, foi lido à frente da Câmara do Porto. A marcar negativamente a marcha, esteve a quase completa ausência dos órgãos da comunicação social, assim como cartazes como "antes vir-me que reproduzir-me", como podem ver numa das fotos acima colocadas. Deixo, enfim, o vídeo que resume o que aconteceu no dia 11 deste mês, visualização que recomendo imenso (talvez vos convença a ir no próximo ano!)

terça-feira, junho 23, 2009

:Estava a ver que nunca mais...




Certamente, a mediocridade das opções especiais não me impediu de comprar o DVD que tanto ansiava, mas curioso torna-se comparar preços de filmes do género ou do mesmo autor. Veja-se, por exemplo, a diferença alucinante entre os vinte euros pagos com este com os 99 cêntimos (sim, leram bem) dados com o "Last Days", há semanas atrás. Mas enfim, mesquinhices destas nem merecem mais consideração. Estive mais atento a rever esta magnífica obra-prima que já devem estar cansados de me verem a elogiar. Quem quiser espreitar a crítica, que aqui clique. Bom São João e - já agora - bom início de férias!

P.S.: Notei que o Dustin Lance Black tem um cameo no filme - quando o Harvey sabe que alguns jornais apoiam a sua candidatura para supervisor, na parte exterior da loja vem um casal interracial de homens. O Dustin está a puxar, aparentemente, o namorado e impedi-lo de felicitar o Milk :p

domingo, junho 21, 2009

terça-feira, junho 16, 2009

:"Ladrões de Bicicletas"

Considerada a obra-prima neorealista da sétima arte, "Ladri di Biciclette", de Vittorio de Sica, é um filme italiano de 1948 que me deixou completamente aturdido e deslumbrado. Sensível à Depressão da pós-guerra, a fita leva-nos às camadas mais desfavorecidas da sociedade italiana, versando-nos a história de um pobre homem que, após ver roubada a sua bicicleta essencial para o trabalho que acabara de ganhar, a tenta procurar ao lado do filho. Parece não haver palavras suficientemente fortes e justas que descrevam a minha admiração por esta obra-prima... simplesmente vejam-na, que é dos melhores filmes que alguma vez verão. Aqui fica o trailer americano, que também recomendo a visualização.


sexta-feira, junho 12, 2009

:Notorious post

Este post, escrito um pouco à pressa e que resume como têm andado estes dias de inactividade virtual, é dedicado às ilustres presenças que não têm visto, ultimamente, os meus comentários nos seus blogs. Peço, antes de mais, desculpa ;)
  1. Se não foram, não vão. “Mocho Sentado” - Matosinhos - deve ser, muito provavelmente, dos restaurantes mais campónios e labregas de que há memória no nosso país. Oh, well, pelo menos dá para nos divertirmos a estudar a gente cujo bom senso certamente não existirá na sua consciência quando as músicas brasileiras dão início.  Fui lá festejar, com os amigos, o meu aniversário e posso dizer que, melhor de tudo, só a comida :P
  2. Bonita representação democrática nas Europeias, sim senhor. Mais uma vez, a absolutíssima maioria é detida pela abstenção! Lembra-vos o romance ensaístico escrito por Saramago, este cenário? Pois bem, em vez de “Ensaio sobre a Lucidez” seria mais, talvez, “sobre a preguiça de se levantar do sofá num domingo e ir votar”.
  3. Vou voltar às leituras neste Verão. Lolita, Ana Karenina, Elizabeth Bennet, Raskólnikov e outros que me esperem.
  4. Por favor, vejam “As Canções de Amor”, título traduzido do francês “Les Chansons D’Amour”. É, provavelmente, o melhor musical que até agora tive o prazer de ver (certo é, também, que vi poucos, e a maioria eram de fraca qualidade). Nada de canções beras. Da simplicidade da história emerge uma narrativa cativante, fresca e, sem ser kitsch ou se perder nos habituais clichés, muito romântica.
  5. Ou a fiabilidade do top dos duzentos e cinquenta melhores filmes de sempre do IMDB foi já directo para o esgoto, ou os filmes da Pixar são tão bons que, impressionantemente, têm já lugar garantido na lista mesmo antes de serem exibidos ao grande público. Vamos ver se “Up” é assim tão “altamente!”
  6. Estou em crer que o meu mais-do-que-elogiado Hitchcock não sabe muito bem acabar a grande maioria dos filmes que faz. Não quero ser rígido, mas encontro-os um pouco apressados e abruptos como se a intenção fosse mesmo criar um final tão fechado quanto truncado (e com isto recordo-me dos momentos finais do estupendo “Notorious” ou de “North by Northwest”, por exemplo). Mas, enfim, delicio-me sempre com uma obra deste grande mestre - e a última que vi, “Dial M for Murder”, veio a confirmar a sua proficiência.
  7. Ando a (re)descobrir, nestes últimos meses, o cinema europeu, tão apartado do enxovalhado / amado americano, e pergunto-vos: acham a separação legítima? Se sim, que principais diferenças existem entre os dois tipos? Fica a questão.
  8. A ficha biográfica da ESTC, dei há pouco uma espreitadela, é assustadora. Provavelmente preenchê-la-ei para o ano e, até lá, aproveito para me cultivar e informar-me sobre outros locais onde estudar cinema.
  9. Odeio os exames nacionais. Ou pelo menos o de Geografia. Quem fizer o favor de estudar, por mim, os anticiclones e as depressões - já que, de caminho, quem aqui deprime sou eu -, as disponibilidades hídricas, os recursos marítimos, e um largo etc., agradeceria bastante.
Até o fim dos exames!