Que a versão live-action de Roberto Benigni ("A Vida é Bela") de Pinóquio tinha sido repudiada tanto pelo público como a crítica "especializada" todos nós já sabíamos. Daí a ser o terceiro pior filme da década (2000-09) então caímos nas teias do exagero. Como é facto que sou dos poucos a considerá-lo razoável, também o é que o Date Movie e todos os Shit Movie deveriam estar nas primeiras posições, assim como as teen productions da Disney Channel, como é o caso de Camp Rock, que lá não está listado. E se há filme que me põe mesmo mal disposto e que, incrivelmente, no mesmo portal, reúne 31% de críticas positivas, é este.
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domingo, outubro 04, 2009
segunda-feira, outubro 13, 2008
:La Vita è Bella (1997)
Buon giorno, Principessa!
1 euro e meio (!!) no Jumbo que me fez deslumbrar uma redefinição da beleza da vida. "A Vida é Bela", escrita, realizada e protagonizada por Roberto Benigni (Pinocchio, 2002, 8/10), traz-nos uma soberba e encantadora história de amor e esperança que não faz ninguém ficar indiferente. Em três palavras; vejam este filme. Não, digo-o a sério. É uma autêntica obra-prima da sétima arte. E porquê? Basta ver os primeiros quinze minutos para perceber a razão por que esta película italiana é excelente; os diálogos produzidos de forma fabulosa por uma personagem memorável, Guido; um romance que evolui de forma progressiva, carismática, divertida e adorável; uma banda-sonora de ficar no ouvido, e muito mais. A vertente dramática que o filme toma na sua segunda metade, com os campos de concentração, está bastante boa também, a magia da relação entre pai e filho que permanece até o seu trágico fim é simplesmente fantástica, apesar de uma inocência sentimentalista estar, por vezes, exageradamente ressaltada. Sobre a realização, um pouco simples demais, apesar de nenhum plano ou sequência se destacar no que toca um ponto de vista técnico, consegue captar o essencial de uma Itália sob o domínio fascista. É, portanto, o argumento e a interpretação de Roberto Benigni que tornam, por excelência, este filme um para a vida inteira, merecedora, com certeza, de todos os prémios recebidos até agora. Nota final: 9,5
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Cinema - Críticas,
Flávio Gonçalves,
Roberto Benigni
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