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sábado, março 27, 2010

Do bullying escolar (e não só)

Fenómeno estranho, este, o bullying. Tal como tudo na aldeola minúscula e passiva que Portugal cada vez mais é por venerar o seu deus recém-adquirido e importado do estrangeiro (a comunicação social sensacionalista), bastou um rapaz atirar-se ao rio para que a violência física e psicológica entre a camada adolescente, chamada de um neologismo que pegou moda, passasse a ser o tema em voga das revistas-cor-de-rosa, dos jornais cor-de-rosas disfarçados de azul, das televisões cor-de-rosa, das estações de rádio cor-de-rosa, das conversas de autocarro, das palestras escolares e, como se tudo não bastasse, do governo, pressionado, que se aprontou a demonstrar medidas que reduzissem a situação. Não, esta publicação não vai servir para esclarecer que esta existe há séculos ou que é mais englobante que o escolar, nem servirá para enegrecer (ou dignificar) os adolescentes, cuja voz, por vontade da apática maioria, cada vez menos se ouve, nem cuidará do papel cada vez mais preponderante (diremos tirano) dos mass media que, a título de curiosidade, justificando a isto e àquilo os casos de violência nas escolas que denunciam, estão implícita e intrinsecamente relacionados com origem do actual bullying, manifestado sob as mais diversas formas, como já pude aqui explicar. Mas, enfim, este post pretende sugerir ao leitor mais curioso, ou às escolas menos iluminadas, uma série de cinco películas que merecem, hoje mais que nunca, serem visualizadas e, sobretudo, reflectidas. Elephant, de Gus Van Sant, é, claro, uma referência absoluta. Ainda que possam não tratar directamente o tema, demonstram-nos também a poderosa manipulação da comunicação social, a origem da violência ou a necessidade de o homem ser compreendido nos dias que correm. Ah, e espero que isto ainda atraia humanos, já que num dia se movem contra os alunos, estupidificando-os, e, noutro, se solidarizam por eles (ou se interessam por outros fait divers).

sexta-feira, novembro 13, 2009

:A Lucidez



Muito mais é preciso para que prevaleça o bom senso e a lucidez. Para que se debele a cegueira, o folclore, o ódio. Muito mais. E nós? Nós fizemos de tudo... e assistimos a tudo isto, com orgulho e felicidade...!

sábado, novembro 07, 2009

:Campanhas



Decidi partilhar hoje convosco um vídeo promocional realizado para a lista B que concorre, na minha escola, para a Associação de Estudantes, e na qual sou secretário. A campanha oficial aproxima-se, como também as eleições - agora falta saber de tudo isto funcionará e poderemos, realmente, mudar aquilo.

segunda-feira, outubro 19, 2009

:Aleflavismo #1



Só para provar que as aulas de Português são verdadeiramente inspiradoras, aqui fica uma das muitas e preciosas obras de arte que eu e a Alexandra fomos criando. Uma corrente que permite o preto, o cinzento, o branco e o vermelho, as linhas rectas e as circunferências. E, acreditem, muita coisa se pode originar a partir disto :P A este, chamamos Romeu e Julieta, e é dos nossos preferidos. Esperem mais coisas estúpidas :D

sexta-feira, junho 12, 2009

:Notorious post

Este post, escrito um pouco à pressa e que resume como têm andado estes dias de inactividade virtual, é dedicado às ilustres presenças que não têm visto, ultimamente, os meus comentários nos seus blogs. Peço, antes de mais, desculpa ;)
  1. Se não foram, não vão. “Mocho Sentado” - Matosinhos - deve ser, muito provavelmente, dos restaurantes mais campónios e labregas de que há memória no nosso país. Oh, well, pelo menos dá para nos divertirmos a estudar a gente cujo bom senso certamente não existirá na sua consciência quando as músicas brasileiras dão início.  Fui lá festejar, com os amigos, o meu aniversário e posso dizer que, melhor de tudo, só a comida :P
  2. Bonita representação democrática nas Europeias, sim senhor. Mais uma vez, a absolutíssima maioria é detida pela abstenção! Lembra-vos o romance ensaístico escrito por Saramago, este cenário? Pois bem, em vez de “Ensaio sobre a Lucidez” seria mais, talvez, “sobre a preguiça de se levantar do sofá num domingo e ir votar”.
  3. Vou voltar às leituras neste Verão. Lolita, Ana Karenina, Elizabeth Bennet, Raskólnikov e outros que me esperem.
  4. Por favor, vejam “As Canções de Amor”, título traduzido do francês “Les Chansons D’Amour”. É, provavelmente, o melhor musical que até agora tive o prazer de ver (certo é, também, que vi poucos, e a maioria eram de fraca qualidade). Nada de canções beras. Da simplicidade da história emerge uma narrativa cativante, fresca e, sem ser kitsch ou se perder nos habituais clichés, muito romântica.
  5. Ou a fiabilidade do top dos duzentos e cinquenta melhores filmes de sempre do IMDB foi já directo para o esgoto, ou os filmes da Pixar são tão bons que, impressionantemente, têm já lugar garantido na lista mesmo antes de serem exibidos ao grande público. Vamos ver se “Up” é assim tão “altamente!”
  6. Estou em crer que o meu mais-do-que-elogiado Hitchcock não sabe muito bem acabar a grande maioria dos filmes que faz. Não quero ser rígido, mas encontro-os um pouco apressados e abruptos como se a intenção fosse mesmo criar um final tão fechado quanto truncado (e com isto recordo-me dos momentos finais do estupendo “Notorious” ou de “North by Northwest”, por exemplo). Mas, enfim, delicio-me sempre com uma obra deste grande mestre - e a última que vi, “Dial M for Murder”, veio a confirmar a sua proficiência.
  7. Ando a (re)descobrir, nestes últimos meses, o cinema europeu, tão apartado do enxovalhado / amado americano, e pergunto-vos: acham a separação legítima? Se sim, que principais diferenças existem entre os dois tipos? Fica a questão.
  8. A ficha biográfica da ESTC, dei há pouco uma espreitadela, é assustadora. Provavelmente preenchê-la-ei para o ano e, até lá, aproveito para me cultivar e informar-me sobre outros locais onde estudar cinema.
  9. Odeio os exames nacionais. Ou pelo menos o de Geografia. Quem fizer o favor de estudar, por mim, os anticiclones e as depressões - já que, de caminho, quem aqui deprime sou eu -, as disponibilidades hídricas, os recursos marítimos, e um largo etc., agradeceria bastante.
Até o fim dos exames!

segunda-feira, abril 20, 2009

:Apenas algumas notas para encher



Sim, não tenho escrito no blog. E, sim, tenho estado ocupado. Desta vez, é com a peça do clube de teatro lá da escola, já que estou encarregue de a escrever (muito sob pressão, para variar), com o argumento de uma curta-metragem que brevemente vou começar a filmar (e que provavelmente vai a concurso de curtas-metragens escolares como este aqui ) e, como não podia deixar de ser, com os testes e trabalhos de escola. Felizmente, o cansaço ainda não se evidenciou: pelo menos nunca estou parado e isso faz com que não comece uma vida sedentária e deprimente :P
Anyway, venho anunciar três coisas. Uma relaciona-se directamente comigo: esta sexta-feira vou a Londres! Sim, aqui o Flávio aqui vai encontrar o Woody Allen a olhar para o Big Ben e a inspirar-se para o seu novo filme. E por falar em novo filme: Sofia Coppola e Gus Van Sant têm retorno marcado. Coppola, que nos presenteou com um magnífico "Lost in Translation", vai voltar com "Somewhere", cuja premissa se assemelha bastante ao filme que acabei de referir. Já o nosso mais-que-tudo Van Sant vai adaptar uma obra literária de Tom Wolfe, "The Electric Kool-Aid Acid Test", com o argumento encarregue (imaginem lá quem!) a Dustin Lance Black. Duas excelentes notícias para me alegrarem a semana! Não percam, também, a nova colecção de DVDs do jornal "Público", todos os sábados. A primeira tiragem saiu no sábado passado, ao lançarem "Paranoid Park" (para meu grande contentamento). Os próximos filmes parecem igualmente prometer.
Até breve!

quarta-feira, dezembro 10, 2008

:Se me permitem vangloriar...

 
Parece-se que foi com ovos que ganhei o primeiro prémio do concurso escolar de fotografia relacionado com a comemoração dos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que se faz hoje. A mensagem é simples, trata o primeiro artigo da declaração, e traduz, como bem se pode interpretar, a desigualdade ainda presente na sociedade. Como me disseram, o verdadeiro ovo de Colombo! Foi interessante ver como de todos os participantes da escola, 3 foram distinguidos da minha turma, eu incluido, ganhando um livro ("A Viagem do Elefante", de José Saramago, que já vos falei aqui) e uma pendisk, o que já é por si bastante bom! Enfim, já ganhei o dia :D Ah, e feliz comemoração dos direitos do Homem :)

sábado, março 01, 2008

Sonhos didáticos?

Não é só em Portugal que os alunos já não sabem o que é uma aula. Mas isso, todos sabemos. O que não devem saber é que agora os alunos até se acham no direito de dormir nas aulas. Penso que a ministra devia começar então a ir à Moviflor ver umas caminhas em saldo.
Vou dar-vos um exemplo: um aluno, numa escola americana na cidade de Danbury, no estado de Connecticut, processou a escola por ter sido acordado enquanto dormia na aula. À primeira vista parece absolutamente ridículo (e é) mas a aluna argumenta: como tem problemas auditivos, a pancada que a professora deu na mesa para a acordar causou “danos muito severos no seu tímpano esquerdo”.
Tudo bem que o aluno deve reclamar os danos sofridos... mas não quando a culpa é sua. Dormir nas aulas? Pensava que um aluno deveria estar nas aulas para ir buscar matéria para realizar os testes e ser alguém, no futuro. Mas cada vez mais os alunos pensam que vão às aulas fazer um favor aos pais e aos professores. Será que não percebem que os pais é que lhes estão a fazer um favor em deixá-los ir às aulas? Antigamente, quando a escolaridade não era obrigatória todos queriam frequentá-la, agora que é obrigatória ninguém quer. Lá está a velha história de tirar a papa aos bebés para finalmente eles a quererem comer.
Era fazer-lhes o mesmo.