segunda-feira, setembro 05, 2011

Queer pop (5/30): Lady Gaga


Alejandro (2010), de Lady Gaga
Realizado por Steven Klein

Um dos ícones maiores da cultura LGBT do nosso tempo, com expressão inclusivamente ao nível do activismo (facto raro em casos de popularidade mainstream desta dimensão), Lady Gaga assinalou no teledisco que acompanhou o terceiro single extraído de The Fame Monster evidentes marcas de relacionamento com iconografias queer. Explorando em concreto o homoerotismo centrado no corpo masculino, partilhando o olhar da câmara com os bailarinos que convocou para a acompanhar em cena, Lady Gaga fez de Alejandro o seu mais evidente depoimento visual queer.

A canção dividiu opiniões. Já o teledisco, assinado pelo fotografo Steven Klein, consegue ser dos melhores da videografia de Lady Gaga. Sem a vontade de sugestão narrativa dos anteriores Bad Romance ou, sobretudo, Telephone, o teledisco de Alejandro sugere antes uma sucessão de quadros visuais que, além da já referida puslão homoerótica explora ainda marcas de iconografia religiosa (que na verdade Lady Gaga assimila de forma mais consequente no subsequente Judas, já de 2011).

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