segunda-feira, setembro 05, 2011

Queer cinema (5/30): Um olhar reconstrutor do interior

Nascido em Paris em Janeiro de 1968, Sébastien Lifshitz relaciona-se com o cinema não só como argumentista e realizador, como também professor (na mais famosa escola de cinema francesa, a Fondation européenne pour les métiers de l'image et du son, ou simplesmente La Fémis). 

Tendo estudado História da Arte em Louvre e Cinema no Centre national d’art et de culture Georges-Pompidou (CNAC), Lifshitz cedo se distinguiu (com o prémio Jean Vigo) pelo seu trabalho de temática LGBT (o próprio autor é abertamente gay), com a média-metragem Les Corps Ouverts, onde também interpretou. 

Apesar de já antes ser um nome bem-sucedido é, contudo, com Presque Rien, primeira longa-metragem internacionalizada com o título Come Undone, que o autor foi reconhecido como um nome a ser gravado no cinema queer contemporâneo. Lidando com o amor nutrido por dois jovens rapazes durante o Verão e com a sua evolução passados alguns meses, a estrutura narrativa do melancólico Presque Rien divide-se em duas distintas estações. 

Contendo um grande plano de uma masturbação e contando com a colaboração do casal de fotógrafos Pierre et Gilles para compor a capa do filme, Lifshitz garantiu ao site c7nema, na altura da exibição da segunda longa-metragem (que acompanha a jornada de um prostituto transexual), que “Presque Rien” que "não é um filme sobre homossexualidade mas com homossexualidade.” O autor considera também: "os meus filmes não são olhares sociológicos sobre as personagens, são filmes que tentam reconstruir os seus mundos interiores e fazer o retrato dessas personagens."

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