quinta-feira, setembro 15, 2011

Pró / Contra - Festivais de Cinema Queer

Na véspera de estreia da 15.º edição do Festival Gay e Lésbico de Lisboa (Queer Lisboa), lançamos o debate: farão os festivais de cinema queer sentido? Os estudantes Diogo Figueira (também autor do blogue A Gente Não Vê) e Diogo Seno não partilham a mesma opinião e, nesta publicação, argumentam contra (Figueira) e em defesa (Seno) a este tipo de festivais. Muito obrigado a ambos pela valiosa colaboração! Aproveito para desafiar os nossos leitores a comentarem e a deixarem a vossa opinião sobre a questão.

Contra os festivais de cinema queer

É por fazer a distinção entre a integração civil da homossexualidade e o seu rastilho de aproveitamento político e mediático que considero deveras duvidoso o conceito do cinema queer e, tão especificamente quanto me foi colocada a questão que aqui me trouxe, dos festivais de cinema queer. Espero, desde já, que esta ponta introdutória possa diluir quaisquer viciados leitores da demagogia de confundir a questionabilidade ao movimento com a manifestação de um preconceito.

Não me parece que haja lugar a pôr as coisas em termos de ser contra ou a favor deste tipo de iniciativas. Vivemos numa conjuntura em que é quase mais difícil não ir a um festival do que vencer algum, em que durante o ano há mais festivais temáticos do que dias mundiais de algo (e há dias mundiais de coisas incríveis). Numa época em que há festivais que só aceitam filmes sobre bicicletas, dizer que se é contra este ou a favor daquele, parece-me ser entrar por uma via dicotómica simplista e facilitista. Ou, pelo menos, assim será quando se aborda um tema com relativa sensibilidade como o que nos traz aqui.

Quando me refiro à integração civil da homossexualidade refiro-me ao cultivar de uma sociedade, numa primeira fase, tolerante ou aceitadora, mas a caminho e idealmente projectada na harmonização e quotidianização de atitudes ou opções (que não me parece adequado chamar “fenómeno”). É como ver The Kids Are All Right, em que o factor da homossexualidade é de tal forma pressuposto, de tal forma genuíno, de tal forma familiar, que o filme é sobre tudo menos isso – é sobre os desejos, emoções e falhas daquelas pessoas enquanto pessoas com desejos, emoções e falhas, transversais a qualquer ser humano, e não como gays ou lésbicas. O que está em causa é uma questão de estatuto jurídico e de dignidade. Quanto ao primeiro, pouco me parece que haja a fazer no cinema. Quanto ao segundo, consigo olhar para filmes como o referido para não notar nada menos que a máxima consideração pela questão, ou posso olhar para filmes como Brokeback Mountain, que, focando-se especificamente na relação homossexual (porque também há outros que se focam especificamente na relação heterossexual), tem a integridade suficiente para não se auto-rotular para a caça à manchete.E isto deixa-me com os casos restantes: os que realmente se rotulam para o devido efeito. Nomeadamente desenhados sob um dos mais típicos clichés do cinema europeu, o homoerotismo sofrido ou hipster, constroem-se os festivais queer, sob marcas de orgulho que mais não são do que passadas de auto-exclusão, de ruptura para com a comunidade. Estrategicamente se recorre à promiscuidade, à imagem chocante e rápida, numa mentirosa e sensacionalista mistificação, uma capa dissimuladora do saliente interesse político, vulgo lobby. Aqui me parece que reside a questionabilidade da integridade de todo o conceito – ao invés da proclamada luta pela igualdade, o que se passa é uma planificada e mediática auto-diferenciação cujos interesses me parecem ter pouco a ver com uma prossecução humanista, antes com um utilitarismo grupista.

Diogo Figueira

A favor dos festivais de cinema queer

Ao longo dos anos, têm vindo a proliferar, um pouco por todo o mundo, festivais de cinema de temática LGBT. O crescimento do número deste tipo de festivais, bem como ao aumento do seu mediatismo, encontram paralelo na crescente atenção dada a temáticas LGBT a um nível mais mainstream e alargado.

O aparecimento deste género de festivais acompanhou o crescimento do movimento activista gay desde a década de 70 do século passado e a sua consolidação deu-se na década de 90, com o aparecimento e reconhecimento do denominado New Queer Cinema.

No início da década 90, a estreia de um conjunto de filmes de temática gay, alguns deles obras de realizadores que se consolidariam como autores importantes nessa mesma década e na seguinte – caso de Gus Van Sant e Todd Haynes – chamou a atenção dos jornalistas americanos, tendo B. Ruby Rich escrito ensaios – primeiro na revista de cinema internacional Sight & Sound e, depois, de forma mais alargada, no nova-iorquino Village Voice – sobre a presença assinalável de filmes queer, da autoria de realizadores independentes, no circuito de festivais de cinema do início dessa década. Faziam parte dos filmes mencionados e comentados por esta crítica “Poison”, de Todd Haynes, “The Living End” de Gregg Arakki, “Swoon” de Tom Kalin ou “Edward II”, de Derek Jarman. Ruby Rich denotou a presença de uma estética agressiva na sua representação das temáticas gay (os protagonistas destes filmes eram, na sua maioria, delinquentes que desafiavam a ordem social estabelecida), demarcando-se, por isso, da imagem positiva passada pelo movimento activista gay até então. 

Mas o New Queer Cinema foi apenas uma primeira expressão de novos olhares e novas vozes no cinema (a maior parte delas masculinas) tendo o resto da década de 90 trazido uma míriade de outros olhares e temáticas que teriam reconhecimento junto dos espectadores não apenas em festivais, mas, em número crescente, em estreias comerciais, para públicos mais alargados. 

Esta década viu a consolidação de uma rede de festivais de cinema de temática LGBT que primavam pela exibição de longas e curtas-metragens recentes, mas, também, pela criação de secções paralelas, de retrospectivas, pela promoção de debates e do diálogo com outras formas de arte – criando um espaço cultural bastante variado. 

Na actualidade, existem aproximadamente 150 festivais LGBT espalhados pelo mundo inteiro. Estes festivais decorrem, na sua maioria, no Outono, particularmente em Outubro, mês histórico LGBT, possuindo diferentes características, podendo decorrer num fim-de-semana, numa semana ou ao longo de um mês e podendo focar-se numa forma de expressão artística particular (mais underground, mais comercial) ou apenas numa temática (apenas gay, lésbico ou transgénero, etc.). Estes festivais servem não só como espaços de exibição de filmes de temática LGBT mas também como espaço de visibilidade mais alargada desses mesmos filmes, contribuindo, uma parte considerável das vezes, para a sua posterior estreia comercial em sala. 

Um exemplo de festival LGBT é o português Queer Lisboa, o mais antigo festival de cinema de Lisboa, a decorrer desde 1990 e assinalando, este ano, a sua 15ª edição. 

Os festivais de cinema LGBT encontraram, desde o início, uma certa incompreensão, sendo objecto de controvérsia, porque, apesar de demarcarem um público claro, esta demarcação levanta algumas questões, não apenas relacionadas com o cinema, mas com a representação do género e das orientações sexuais. Afinal, que características deve ter um filme para ser considerado relevante para ser exibido neste tipo de festivais? Não leva a distinção da orientação ou da representação do género a uma maior incompreensão da “sociedade”? 

Estas perguntas pareceram encontrar respostas na forma como os diferentes festivais de cinema LGBT se configuraram e, mais importante, encontraram formas de dialogar com o pensamento e os debates de questões contraditórias e complexas, a um nível mais alargado. 

Estes festivais afirmaram-se não só como espaços convívio e de projecção de filmes de sensibilidades demarcadas, mas também como espaços de discussão e troca de ideias geradas maioritariamente, mas não só, pelos filmes projectados. 

Desde a exploração de temáticas mais sensíveis, como a homofobia ou o VIH-SIDA, a diferentes representações do desejo e da sexualidade, os festivais de cinema LGBT foram responsáveis, paralelamente a outras esferas, pela compreensão e divulgação de diferentes olhares e perspectivas sobre temas e questões não só complexas como contraditórias. Não se tratou, então, de criar um “gueto” ou um espaço “exclusivo” para gays, lésbicas, bissexuais e transgéneros, que, ao contrário do esperado, propagasse o preconceito e a incompreensão, mas sim de criar mais um espaço de representação e discussão de diferentes sexualidades. 

Apesar destas questões e das controvérsias, os festivais de cinema LGBT proliferaram um pouco por toda a parte ao longo dos anos e afirmaram-se como espaços de sociabilidade e convívio, demonstrando, pelo menos a nível de públicos, não só a sua necessidade mas também a sua importância.

Diogo Seno

10 comentários:

  1. pessoalmente sou a favor do festival, dá uma maior visibilidade á cultura LGBT, ate porque acho que muita gente pensa que filmes gay´s são filmes porno,quando não é de todo assim.

    ResponderEliminar
  2. Sinceramente, nem sou contra nem a favor, nem me interessam esses festivais, passam-me ao lado. Mas confesso que tenho uma "inclinaçãozinha" para ser contra (e concordo com o que o Diogo disse), até porque acho que festivais disto ou daquilo servem exclusivamente para se auto-demarcarem ou (e indo de encontro ao que o Diogo Figueira disse) se "porem" à margem da sociedade.

    Um filme é um filme, a temática é importante sim, mas irrelevante para se qualificar o filme. Isto é o que eu penso claro, mas não vejo qualquer importância ou relevância para se fazerem festivais de gays ou outra coisa qualquer, até porque nessa exclusividade gerada ou "auto-gerada" se mostra que é a partir deles (seja o que for, gays lésbicas, sei lá o que há mais) que se cria o preconceito, são eles que se querem por à parte da sociedade, parece-me.

    Mas uma coisa é certa, toda a gente tem direito a fazer seja o que for, desde que isso não interfira com a liberdade dos outros. E neste caso, a mim não me interfere nada, por isso...

    ResponderEliminar
  3. Tema muito interessante Flávio, mais uma boa iniciativa por aqui.

    Percebo os dois pontos de vista, mas concordo com o 2º, ou seja, com a existência do festival.

    Um festival como o motelx ou o fantas são festivais cujo objectivo é reunir filmes de um determinado género. No caso do queer não há um género especifico de cinema, pois podem ser dramas, comédias, documentários, tudo.
    E por isso podem questionar a sua existência, no sentido em que os filmes podem passar noutro circuito (o último do Honoré passou no indie por exemplo). Porém nada disto invalida a sua existência e tal como todos os festivais tem um objectivo bem específico e bem delineado.

    Pode ser também interpretado como algo que fomenta a exclusão, como já foi mencionado. O próprio festival promove a criação de um núcleo de determinadas pessoas. Mas não vejo porque isto tem de ser mau. As pessoas pertencem a nichos e têm determinados gostos é normal que pessoas com gostos comuns se juntem em grupos.
    Acho que um festival como este nunca deve ser visto como algo que pretende separar, citando o Diogo Seno "Não se tratou, então, de criar um “gueto” ou um espaço “exclusivo” para gays, lésbicas, bissexuais e transgéneros, que, ao contrário do esperado, propagasse o preconceito e a incompreensão, mas sim de criar mais um espaço de representação e discussão de diferentes sexualidades. "


    Se os filmes do queer podiam passar no circuito comercial? Claro que sim, mas nem isso acontece. Gosto de festivais pela possibilidade de ver filmes em cinema que nunca veria de outra forma, aliás nem os conheceria (a exemplo descobri graças ao queer o belíssimo documentário "fig trees"). Gosto da reunião de pessoas que têm gostos em comum, neste caso cinema.

    Os festivais não são as coisas mais importantes, mas eu divirto-me sempre muito por lá.
    Por mim continuem em força.

    ResponderEliminar
  4. Obrigado pelos vossos comentários. Desenvolverei a minha perspectiva pessoal num artigo que daqui a uns dias publicarei mas deixo a ressalva de que noto aqui uma confusão que é sintomática quando pretendemos discutir a existência dos festivais de cinema queer. Tomando o Queer Lisboa como exemplo, estamos a falar de um espaço sem reivindicações expressamente políticas (sem associação a grupos activistas) e de plena divulgação histórica e cultural. De modo que o argumento, disposto em forma de facto, de que a comunidade LGBT se auto-exclui é, para além de falso, ignorante. Porque a pretensão de um festival gay e lésbico é, tão-somente, representar, directa ou simbolicamente, tudo aquilo que se relacione com sexualidades não-normativas (incluindo questões de identidade e género). O poder (e a pertinência) de um festival como o Queer Lisboa vem dessa necessidade de divulgar formas de sexualidade diferentes da esmagadora maioria representada no cinema do veículo comercial.
    Será o Queer Lisboa tão distinto de um festival como o MOTELx ou a Festa do Cinema Francês, por exemplo? Sê-lo-á seguramente comparativamente com o Festival de Cinema de Berlim, cujo panorama atravessa filmes de todos formatos e géneros temáticos. Mas um festival como o Queer Lisboa, tal como o MOTELx, apresenta-se com o objectivo declarado de exibir tudo aquilo que seja representativo do tema.
    Evidentemente, o rótulo “gay”, “lésbico” é tão impositivo e artificial como “terror” e “comédia” ou “feminista” e “português”. Na minha perspectiva, ambos são arrumações daquilo que, essencialmente, não pede para ser arrumado (o cinema). Mas se a existência de festivais tão distintos e diversificados tenham a pretensão de motivar a produção cinematográfica no campo em que se inserem (como é o caso dos que referi), então o Queer Lisboa tem, actualmente, toda a validade em existir.

    Um abraço.

    ResponderEliminar
  5. Álvaro, quando todos os dias se depara com um gesto ou uma palavra homofóbica, e se defende essa "liberdade" com o tão propalado "politicamente incorrecto" (como se fosse uma coisa boa insultar alguém), é difícil ler que "nessa exclusividade gerada ou "auto-gerada" se mostra que é a partir deles (seja o que for, gays lésbicas, sei lá o que há mais) que se cria o preconceito, são eles que se querem por à parte da sociedade, parece-me." Portanto, a culpa é dos homossexuais. É mais ou menos como as vítimas de violação que têm culpa por andarem pouco vestidas ou apenas por entrarem na coutada do macho lusitano, como já foi escrito num acórdão de tribunal.

    Quanto ao festival em si, colocar-se em causa a sua existência pela sua temática estrita cheira um bocado a esturro. Como diz o Flávio, ninguém se queixa da mesma maneira do IndieLisboa por passar maioritariamente filmes independentes ou do MOTELx por passar filmes de terror.

    ResponderEliminar
  6. Exactamente.
    Por isso é que acho esta discussão importante. porque muitos têm essa percepção de que o festival fomenta a exclusão. O que é para mim um erro.

    Assim com conversas como estas o objectivo do festival pode ser melhor explicado pois a maioria das pessoas que é contra a sua existência, o mais certo é nunca lá terem ido.

    Já ouvi opiniões sobre as paradas gays por exemplo. Em que defendem que se os homosexuais querem ser levados a sério não deviam fazer aquele tipo de paradas. E discordo em absoluto.

    ResponderEliminar
  7. Bem falacioso parece-me a comparação do "queer" a qualquer outro género cinematográfico, como o referido "terror". LGBT tem contornos políticos que um género cinematográfico não tem.

    Mas como me revejo no que o Álvaro disse, sobre acabar por me passar ao lado, não é sequer assunto que queira aprofundar ou continuar a discutir.

    Parabéns pela iniciativa.

    ResponderEliminar
  8. Ó João, interpreta como quiseres. Essa comparação, descabida, não é despropositada de todo. A essas violações cabe, ainda que uma pequena percentagem e que possa parecer absurda, essa responsabilidade que lhe apontas. E, para fugir à tua linearidade da questão, ninguém tira a culpa ao violador, é um acto ética e moralmente errado, é crime, se eu tivesse uma irmã não sei como reagiría, mas independentemente disso, se não levasse mini-saia ou se não fosse toda pintada ou outra coisa qualquer, talvez não fosse violada, é um facto, ainda que anedótico. Mas isso não desculpa nenhuma violação, as pessoas são livres de andar como quiserem, isso não pode ser desculpa para tal mas a verdade é que é uma atenuante para que tal monstruosidade aconteça.

    A violação é um acto animalesco, irracional, são coisas completamente diferentes João. Isto aqui discutido tem, naturalmente, uma forma de exclusão, quer tu queiras ou não. Isso é negativo? Não sei. Não acho muita piada, não lhe dou valor a um filme (à partida claro) por ter ganho um prémio do festival queer de Lisboa ou doutro sítio. Saem de lá bons filmes? Acredito, como sairão, certamente, maus filmes. Se tem legitimidade para o fazer? Claro que tem. Agora João, uma coisa é o fantasporto, ou o MOTELx ou qualquer outro festival que se dedique a determinado género de cinema (género não é temática, coisa que implica "politiquisses" ou críticas à sociedade ou exaltações do que quer que seja). Um género de cinema é cinema, faz parte intrinsecamente do cinema, a temática é um complemento para se fazer cinema, estar a distinguir uma temática parece-me incorrecto e inglório para com o cinema. Não sei se me faço entender, mas é a minha opinião.

    ResponderEliminar
  9. 1. Nunca afirmei que “queer” é um género como “terror”. Queer (temática) é um rótulo, um filtro como “terror” (género). Daí o carácter impositivo de ambos. E se um género já é intrínseco ao cinema porque não uma temática, um estilo ou um tipo de narrativo?

    2. Vou repetir porque este erro é recorrente: o termo LGBT (conjunto de sexualidades não-normativas) não tem contornos políticos (ou “politiquices ou críticas à sociedade ou exaltações do que quer que seja”). O activismo LGBT sim, evidentemente. Mas não é disso que falamos. É do cinema que decorre da representação dessas sexualidades. E a representação varia tal e qual o próprio cinema. Poderá ser eventualmente político, uma mera ficção, um exercício experimental, enfim, absolutamente qualquer coisa que não passe necessariamente pela exaltação de uma sexualidade (muito raramente o faz e seria absurdo se o fizesse…)

    3. Qualquer festival de cinema dedica-se essencialmente à divulgação. E lá podemos encontrar cinema tão bom como mau. Na sua esmagadora maioria, dirigem-se a nichos de mercado muito específicos e, caso não fosse a sua existência, circulam até nós filmes que, posteriormente, podem chegar a ter exibição comercial. É esse o poder e a importância de um festival.

    Acabo por fim por vos desafiar a passarem por um festival de cinema gay e lésbico e reverem as vossas afirmações. Mais uma vez, obrigado pelos vossos comentários e discussão.

    ResponderEliminar
  10. Como eu também fui dos que mencionou um festival de terror quero só salientar que apenas queria dividir os festivais de cinema naqueles que são sobre um género (motelx, monstra, etc) e outros sobre uma temática (queer, cinema francês, etc).

    E não o fiz com intuito negativo, apenas para realçar que são coisas diferentes, mas na minha opinião, todas com o seu valor.

    De resto não há nada como ir aos festivais para comprovar. Não estou a dizer que é o caso das pessoas que aqui discutiram, mas há muitos que criticam determinado festival e nunca lá foram. Não há nada como conhecer as coisas primeiro.

    ResponderEliminar

Assine, sempre que possível, o seu comentário.