sábado, maio 14, 2011

Cannes 2011 [4]: Os piratas em Côte d'Azur


Hoje é o quarto dia do festival de cinema mais célebre do mundo e assinala-se, para além da entrega para o realizador sérvio Emir Kusturica das insígnias de Cavaleiro da Ordem da Legião de Honra, pela projecção da longa-metragem com a qual Markus Schleinzer (conhecido por ser o director de casting de muitos dos filmes de Michael Haneke) está em competição pela primeira vez: «Michael», que explora a relação entre um pedófilo e a sua vítima. Centrado na psicologia do “criminoso”, o realizador toca na ferida ainda aberta de uma Áustria que ainda recorda o horror vivido por Natasha Kampusch, que subsistiu oito anos dentro de uma cave e acompanhada por um dominador sexualmente perverso. O crítico de cinema João Lopes considera que «este filme ficará como uma das grandes revelações do certame e, por certo, um dos que se revela mais capaz de discutir as formas de percepção/representação do mundo».



O realizador chinês Peter Chan apresentou, fora de competição, «Wu Xia», que considera ter sido o seu primeiro «filme de estilo», eternizando um género cinematográfico ligado às artes marciais. A conferência de imprensa pode ser consultada aqui. Ao mesmo tempo, Joseph Cedar apresentou «Hearat Shulayim» (ou o título internacional «Footnote») lutando pela Palma de Ouro. É uma comédia que, pertencendo à nova vaga do cinema israelita, se propõe a tapar de foco os conflitos israelo-palestinos, concentrando-se no dia-a-dia dos habitantes.



Fora de competição mas merecendo um grandiosíssimo destaque na Riviera Francesa esteve o elenco e equipa do novo «Piratas das Caraíbas», de Rob Marshall, protagonizado por Johnny Depp e Penelope Cruz. Sobre a sua personagem, Depp diz-nos que «é uma mistura bizarra duma vedeta de rock n' roll do século 18, que poderia parecer-se com Keith Richards e da mofette muito romântica Pepe Le pew!», resposta que pode ser conferida na conferência de imprensa, integralmente disponível aqui.

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