sexta-feira, janeiro 02, 2009

"Siddhartha", Hermann Hesse

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Este livro conta-nos a história da busca interior, da procura da verdade e da perfeição. Siddhartha, a personagem que acompanhamos, era amado por todos (em especial por Govinda, o seu grande amigo que o acompanha nesta jornada) e trazia a todos felicidade. Mas ele não era feliz.

Siddhartha questionava-se a toda a hora, procurava o verdadeiro sentido da vida e, para isso, atravessa fases muito distintas da sua vida: nasce e vive como brâmene em casa do pai, renuncia todos os bens materiais e junta-se aos samanas, depois entrega-se ao prazer da carne e à riqueza e, por fim, olha a morte ou o amor incondicional como uma fuga a tudo isto, a todas estas coisas em que não encontrou a verdade. Ainda assim, aprendeu com todas estas experiências.

Uma parte muito interessante do livro é quando o nosso quotidiano é relatado. A maioria das pessoas encara a riqueza com o real sentido da vida e afasta-se da meditação. Outros, ricos, vivem uma monotonia e vazio interior tal que se destroem a pouco e pouco. Alguns acham que todos vivemos para o amor e entregam toda a sua vida à pessoa amada. Mas muitos encontram no suicídio uma solução para uma vida que julgam não ter qualquer sentido. Siddhartha passou por todas estas fases e aprendeu muito com elas. E, para além disso, mostra-nos como uma das coisas mais importantes é saber esperar e jejuar - as únicas coisas que possui durante esta sua viagem.

No fim podemos concluir que não é fácil procurar a sabedoria dentro de nós ou apenas a escutar o rio, mas é possível e é a forma mais enriquecedora de obter sabedoria e atingir a verdade.

Com uma escrita belíssima, este livro tem poucas descrições. Ainda assim, são sempre belas e importantes. Todos os acontecimentos ocorrem fluentemente e tudo encaixa na perfeição. Cada parágrafo dá vontade de reler. Só tenho pena de ter passado tão rápido, pois é daqueles livros que não queremos que acabe.

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